sexta-feira, 5 de abril de 2013

Provérbios 5


. Meu filho, atende à minha sabedoria, presta atenção à minha razão,
2. a fim de conservares o sentido das coisas e guardares a ciência em teus lábios.
3. Porque os lábios da mulher alheia destilam o mel; seu paladar é mais oleoso que o azeite.
4. No fim, porém, é amarga como o absinto, aguda como a espada de dois gumes.
5. Seus pés se encaminham para a morte, seus passos atingem a região dos mortos.
6. Longe de andarem pela vereda da vida, seus passos se extraviam, sem saber para onde.
7. Escutai-me, pois, meus filhos, não vos aparteis das palavras de minha boca.
8. Afasta dela teu caminho, não te aproximes da porta de sua casa,
9. para que não seja entregue a outros tua fortuna e tua vida a um homem cruel;
10. para que estranhos não se fartem de teus haveres e o fruto de teu trabalho não passe para a casa alheia;
11. para que não gemas no fim, quando forem consumidas tuas carnes e teu corpo
12. e tiveres que dizer: Por que odiei a disciplina, e meu coração desdenhou a correção?
13. Por que não ouvi a voz de meus mestres, nem dei ouvido aos meus educadores?
14. Por pouco eu chegaria ao cúmulo da desgraça no meio da assembléia do povo.
15. Bebe a água do teu poço e das correntes de tua cisterna.
16. Derramar-se-ão tuas fontes por fora e teus arroios nas ruas?
17. Sejam eles para ti só, sem que os estranhos neles tomem parte.
18. Seja bendita a tua fonte! Regozija-te com a mulher de tua juventude,
19. corça de amor, serva encantadora. Que sejas sempre embriagado com seus encantos e que seus amores te embriaguem sem cessar!
20. Por que hás de te enamorar de uma alheia e abraçar o seio de uma estranha?
21. Pois o Senhor olha os caminhos dos homens e observa todas as suas veredas.
22. O homem será preso por suas próprias faltas e ligado com as cadeias de seu pecado.
23. Perecerá por falta de correção e se desviará pelo excesso de sua loucura.


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quinta-feira, 4 de abril de 2013

Provérbios 4


1. Ouvi, filhos meus, a instrução de um pai; sede atentos, para adquirir a inteligência,
2. porque é sã a doutrina que eu vos dou; não abandoneis o meu ensino.
3. Fui um (verdadeiro) filho para meu pai, terno e amado junto de minha mãe.
4. Deu-me ele este conselho: Que teu coração retenha minhas palavras; guarda meus preceitos e viverás.
5. Adquire sabedoria, adquire perspicácia, não te esqueças de nada, não te desvies de meus conselhos.
6. Não abandones a sabedoria, ela te guardará; ama-a, ela te protegerá.
7. Eis o princípio da sabedoria: adquire a sabedoria. Adquire a inteligência em troca de tudo o que possuis.
8. Tem-na em grande estima, ela te exaltará, glorificar-te-á quando a abraçares,
9. colocará sobre tua fronte uma graciosa coroa, outorgar-te-á um magnífico diadema.
10. Ouve, meu filho, recebe minhas palavras e se multiplicarão os anos de tua vida.
11. É o caminho da sabedoria que te mostro, é pela senda da retidão que eu te guiarei.
12. Se nela caminhares, teus passos não serão dificultosos; se correres, não tropeçarás.
13. Aferra-te à instrução, não a soltes, guarda-a, porque ela é tua vida.
14. Na estrada dos ímpios não te embrenhes, não sigas pelo caminho dos maus.
15. Evita-o, não passes por ele, desvia-te e toma outro,
16. Porque eles não dormiriam sem antes haverem praticado o mal, não conciliariam o sono se não tivessem feito cair alguém,
17. tanto mais que a maldade é o pão que comem e a violência, o vinho que bebem.
18. Mas a vereda dos justos é como a aurora, cujo brilho cresce até o dia pleno.
19. A estrada dos iníquos é tenebrosa, não percebem aquilo em que hão de tropeçar.
20. Meu filho, ouve as minhas palavras, inclina teu ouvido aos meus discursos.
21. Que eles não se afastem dos teus olhos, conserva-os no íntimo do teu coração,
22. pois são vida para aqueles que os encontram, saúde para todo corpo.
23. Guarda teu coração acima de todas as outras coisas, porque dele brotam todas as fontes da vida.
24. Preserva tua boca da malignidade, longe de teus lábios a falsidade!
25. Que teus olhos vejam de frente e que tua vista perceba o que há diante de ti!
26. Examina o caminho onde colocas os pés e que sejam sempre retos!
27. Não te desvies nem para a direita nem para a esquerda, e retira teu pé do mal.


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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Provérbios 3


. Palavras de Agur, filho de Jaque, de Massa. Palavras desse homem: Eu me fatiguei por Deus, estou esgotado por Deus, eis-me entregue.
2. Porque eu sou o mais insensato dos homens, não tenho a inteligência de um homem.
3. Não aprendi a sabedoria e não conheci a ciência do Santo.
4. Quem subiu ao céu e quem dele desceu? Quem reteve o vento em suas mãos? Quem envolveu as águas em seu manto? Quem determinou as extremidades da terra? Qual é o seu nome, qual é o nome de seu filho, se é que o sabes?
5. Toda a palavra de Deus é provada, é um escudo para quem se fia nele.
6. Não acrescentes nada às suas palavras, para que ele não te corrija e sejas achado mentiroso.
7. Eu te peço duas coisas, não mas negues antes de minha morte:
8. afasta de mim falsidade e mentira, não me dês nem pobreza nem riqueza, concede-me o pão que me é necessário,
9. para que, saciado, eu não te renegue, e não diga: Quem é o Senhor? Ou que, pobre, eu não roube, e não profane o nome do meu Deus.
10. Não calunies um escravo junto de seu senhor, para que ele não te amaldiçoe e sofras o castigo.
11. Há uma raça que amaldiçoa seu pai e que não abençoa sua mãe.
12. Há uma raça que se julga pura e que não está limpa de sua mancha.
13. Há uma raça , oh, cujos olhos são altivos, com pálpebras levantadas!
14. Há uma raça cujos dentes são espadas e os maxilares, facas, para devorar os desvalidos da terra e os indigentes dentre os homens.
15. A sanguessuga tem duas filhas: Dá! Dá! Há três coisas insaciáveis, quatro mesmo, que nunca dizem: Basta!
16. A habitação dos mortos, o seio estéril, o solo que a água jamais sacia e o fogo que nunca diz: Basta!
17. Os olhos de quem zomba do pai, de quem se recusa obedecer sua mãe: os corvos da torrente o arrebatarão, os filhos da águia o devorarão.
18. Há três coisas que me são mistério, quatro mesmo, que não compreendo:
19. O vôo da águia nos céus, o rastejar da cobra no rochedo, a navegação de um navio em pleno mar, o caminho de um homem junto a uma jovem.
20. Tal é o procedimento da mulher adúltera: come, depois limpa a boca, dizendo: Não fiz mal algum.
21. Três coisas fazem tremer a terra, há mesmo quatro que ela não pode suportar:
22. um escravo que se torna rei, um tolo que está farto de pão,
23. uma filha desprezada que se casa, uma serva que suplanta sua senhora.
24. Há quatro animais pequenos na terra que, entretanto, são sábios, muito sábios:
25. as formigas, povo sem força, que, durante o verão, preparam suas provisões,
26. os arganazes, povo sem poder, que fazem sua habitação nos rochedos,
27. os gafanhotos, que não têm rei e avançam todos em bandos,
28. a lagartixa, que se pode pegar na mão e penetra nos palácios reais.
29. Há três coisas que têm bela aparência, quatro mesmo, que andam garbosamente:
30. O leão, o mais bravo dos animais, que não recua diante de nada,
31. o animal cingido pelos rins, o bode e o rei acompanhado de seu exército.
32. Se tiveres a asneira de elevar-te a ti mesmo, refletindo nisso, depois, põe tua mão à boca,
33. porque quem comprime o leite, tira dele a manteiga, quem aperta o nariz, faz jorrar o sangue, quem provoca a cólera, promove a disputa.


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terça-feira, 2 de abril de 2013

Provérbios 2


1. Meu filho, se acolheres minhas palavras e guardares com carinho meus preceitos,
2. ouvindo com atenção a sabedoria e inclinando teu coração para o entendimento;
3. se tu apelares à penetração, se invocares a inteligência,
4. buscando-a como se procura a prata; se a pesquisares como um tesouro,
5. então compreenderás o temor do Senhor, e descobrirás o conhecimento de Deus,
6. porque o Senhor é quem dá a sabedoria, e de sua boca é que procedem a ciência e a prudência.
7. Ele reserva para os retos a salvação e é um escudo para os que caminham com integridade;
8. protege as sendas da retidão e guarda o caminho de seus fiéis.
9. Então compreenderás a justiça e a eqüidade, a retidão e todos os caminhos que conduzem ao bem.
10. Quando a sabedoria penetrar em teu coração e o saber deleitar a tua alma,
11. a reflexão velará sobre ti, amparar-te-á a razão,
12. para preservar-te do mau caminho, do homem de conversas tortuosas
13. que abandona o caminho reto para percorrer caminhos tenebrosos;
14. que se compraz em praticar o mal e se alegra com a maldade;
15. do homem cujos caminhos são tortuosos e os trilhos sinuosos.
16. Ela te preservará da mulher alheia, da estranha que emprega palavras lisonjeiras,
17. que abandona o esposo de sua juventude e se esquece da aliança de seu Deus.
18. Sua casa declina para a morte, seu caminho leva aos lugares sombrios;
19. não retornam os que a buscam, nem encontram as veredas da vida.
20. Assim tu caminharás pela estrada dos bons e seguirás as pegadas dos justos,
21. porque os homens retos habitarão a terra, e os homens íntegros nela permanecerão,
22. enquanto os maus serão arrancados da terra e os pérfidos dela serão exterminados.


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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Provérbios 1


1. Provérbios de Salomão, filho de Davi, rei de Israel,
2. para conhecer a sabedoria e a instrução, para compreender as palavras sensatas,
3. para adquirir as lições do bom senso, da justiça, da eqüidade e da retidão;
4. para dar aos simples o discernimento, ao adolescente a ciência e a reflexão.
5. Que o sábio escute, e aumentará seu saber, e o homem inteligente adquirirá prudência
6. para compreender os provérbios, as alegorias, as máximas dos sábios e seus enigmas.
7. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria. Os insensatos desprezam a sabedoria e a instrução.
8. Ouve, meu filho, a instrução de teu pai: não desprezes o ensinamento de tua mãe.
9. Isto será, pois, um diadema de graça para tua cabeça e um colar para teu pescoço.
10. Meu filho, se pecadores te quiserem seduzir, não consintas;
11. se te disserem: Vem conosco, faremos emboscadas, para (derramar) sangue, armaremos ciladas ao inocente, sem motivo,
12. como a região dos mortos devoremo-lo vivo, inteiro, como aquele que desce à cova.
13. Nós acharemos toda a sorte de coisas preciosas, nós encheremos nossas casas de despojos.
14. Tu desfrutarás tua parte conosco, uma só será a bolsa comum de todos nós!
15. Oh, não andes com eles, afasta teus passos de suas sendas,
16. porque seus passos se dirigem para o mal, e se apressam a derramar sangue.
17. Debalde se lança a rede diante daquele que tem asas.
18. Eles mesmos armam emboscadas contra seu próprio sangue e se enganam a si mesmos.
19. Tal é a sorte de todo homem ávido de riqueza: arrebata a vida àquele que a detém.
20. A Sabedoria clama nas ruas, eleva sua voz na praça,
21. clama nas esquinas da encruzilhada, à entrada das portas da cidade ela faz ouvir sua voz: e até quando os que zombam se comprazerão na zombaria?
22. Até quando, insensatos, amareis a tolice, e os tolos odiarão a ciência?
23. Convertei-vos às minhas admoestações, espalharei sobre vós o meu espírito, ensinar-vos-ei minhas palavras.
24. Uma vez que recusastes o meu chamado e ninguém prestou atenção quando estendi a mão,
25. uma vez que negligenciastes todos os meus conselhos e não destes ouvidos às minhas admoestações,
26. também eu me rirei do vosso infortúnio e zombarei, quando vos sobrevier um terror,
27. quando vier sobre vós um pânico, como furacão; quando se abater sobre vós a calamidade, como a tempestade; e quando caírem sobre vós tribulação e angústia.
28. Então me chamarão, mas não responderei; procurar-me-ão, mas não atenderei.
29. Porque detestam a ciência sem lhe antepor o temor do Senhor,
30. porque repelem meus conselhos com desprezo às minhas exortações;
31. comerão do fruto dos seus erros e se saciarão com seus planos,
32. porque a apostasia dos tolos os mata e o desleixo dos insensatos os perde.
33. Aquele que me escuta, porém, habitará com segurança, viverá tranqüilo, sem recear dano algum.


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