sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A Instituição da Eucaristia



A instituição da Eucaristia

CARDEAL D. EUSÉBIO OSCAR SCHEID
Arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro
Estamos na mais sublime das semanas, a mais santa de todas, porque nela se consumou a missão de Cristo. Dentre os diversos temas que este tempo litúrgico nos aponta, um dos mais ricos é a instituição da Eucaristia. Na celebração da Última Ceia, temos, também, a instituição do Sacramento da Ordem, que conferiu aos Apóstolos o poder de repetir o único e mesmo gesto de Cristo. O sacerdócio é o pressuposto indispensável para que os fiéis recebam o Corpo e o Sangue do Senhor, no pão e no vinho consagrados.
A Eucaristia é o ponto central da Liturgia, pela qual o Cristo nos legou a síntese de todos os seus atos salvíficos. Recordo-me de um belo canto de Comunhão, composto para uma Campanha da Fraternidade de anos atrás. Numa frase dirigida a Jesus, ele sintetiza o tema desta nossa reflexão: “As lições que melhor educam, na Eucaristia é que nos dais”. Vejamos, brevemente, algumas destas lições.
Em primeiro lugar, há um tremendo silêncio na Eucaristia, silêncio que nos instiga, porque é altissonante. Dia e noite dentro do sacrário, como que repousando numa âmbula, Cristo ali está, verdadeiramente, presente. Essa presença real nos interpela, para assinalar que, ao nosso alcance, encontra-se o alimento de vida eterna, e a bebida que sacia nossa sede do Infinito. É um silêncio que convoca, apela, atrai, chamando-nos para junto de nosso Senhor, conforme Marta disse a Maria, sua irmã: “O Mestre está aqui e te chama” (Jo 11,28).
A Eucaristia é a maior lição de humildade, de humilhação. Humilhação voluntária, que Cristo assumiu para vencer o nosso orgulho, a nossa vaidade, origem de todos os males que sofremos e que causamos. É a sua kénosis, termo grego que São Paulo emprega, significando o esvaziamento total de si mesmo, desde a Encarnação, até à aceitação da morte de cruz (cf. Fl 2,6-8).

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Bento XVI pede para Cristãos ler mais a Biblia


Bento XVI exorta cristãos à leitura da Bíblia no período de férias e de trabalho

“Cada um de nós precisa de um tempo e um espaço de meditação, de recolhimento, de calma... Graças a Deus é assim! Esta exigência demonstra que nós não somos feitos só para trabalhar, mas também para pensar, refletir, ou simplesmente para ler um livro, um conto, uma estória com a qual se identificar ou ‘se perder’ para se enriquecer”.
A exortação acima foi feita pelo papa Bento XVI no retorno de suas audiências às quarta-feira. Depois de três semanas de pausa no mês de julho, o pontífice fez um encontro aberto a fiéis e peregrinos na Praça da Liberdade, diante de sua residência de verão, em Castelgandolfo. Cerca de 4.500 pessoas lotaram a praça para ouvir a catequese do papa.
“Naturalmente muitos livros de leitura são para a evasão, e isso é normal, mas gostaria de propor: por que não descobrir alguns livros da Bíblia, os mais desconhecidos?”, questionou ainda Bento XVI, que se disse feliz com este ‘reencontro’, que ele conta manter no mês de agosto, mesmo que de forma mais breve e familiar.
Toda a discussão de Bento XVI foi em de alguns aspectos espirituais e concretos, úteis para quem está de férias, assim como para quem está ocupado com o trabalho cotidiano.
O papa citou o Livro de Tobias, o Livro de Ester, o Livro de Rute, o de Jó e o Cântico dos Cânticos, um belo poema simbólico do amor humano. Além destes textos do Antigo Testamento, o pontífice aconselhou a leitura dos Atos dos Apóstolos ou de uma das Cartas do Novo Testamento.
Concluindo, a sugestão do papa hoje foi a de ter conosco sempre uma Bíblia para ‘saboreá-la’ nos instantes de pausa. “Assim, os momentos de distensão podem se transformar em nutrimento do espírito, capaz de alimentar o conhecimento de Deus e o diálogo com Ele, a oração”.
Na série de saudações que seguiram à catequese, Bento XVI dedicou palavras a alguns grupos portugueses e brasileiros.“Queridos peregrinos de língua portuguesa sede bem-vindos! Saúdo de modo especial os portugueses vindos de Vidigueira e do Porto, bem como os brasileiros vindos de Fortaleza. Não deixeis de aproveitar os momentos de descanso para redescobrir na leitura da Bíblia um enriquecimento cultural e, sobretudo, um alimento para os vossos espíritos. Que Deus vos abençoe!”.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A FORÇA DO BEM

… Deus é caridade; e quem está
em caridade está em Deus e Deus nele – João I, 4:16.
Muitos acreditam simplesmente na força e agem sob o domínio da imposição.
A força, no entanto, comanda apenas coisas e corpos, e tudo o que ela faça, em matéria de condução ou vivência, depende de mais força para continuar.
No reino da alma somente o amor, fonte da vida, consegue estabelecer verdadeiro apoio ao equilíbrio e à  governança.
A força não resolve um cálculo aritmético nem compõe leve trecho de melodia; entretanto, pelo amor ao estudo o homem prevê a movimentação das estrelas e pelo amor à arte produz a sinfonia que tange os sentimentos da multidão.
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Em qualquer departamento da vida é necessário amar para entender e construir.
Se forçamos a posse disto ou daquilo, tão somente reteremos a sombra ou a casca daquilo ou disto, porquanto, escoada a energia que mantém o processo de violência, perdemos de imediato o domínio da posição que intentamos assegurar.
A força tiraniza.
O amor reina.
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“Deus é caridade”, afirma o Evangelho. Conseqüentemente, Deus está no bem verdadeiro que é, mais propriamente, o bem de todos.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Milagres Eucaristicos

O Novo Testamento ensina que DEUS se fez Homem e veio habitar entre nós, encarnando-se em JESUS CRISTO, Segunda Pessoa da SANTÍSSIMA TRINDADE. Em nosso meio ELE cumpriu uma preciosa Missão de Amor, redimindo a humanidade perante o PAI ETERNO e deixando meios eficazes para sermos felizes aqui na Terra e alcançarmos a salvação eterna no Céu. JESUS está presente nos Sacramentos e no Sacerdócio Eclesial, da mesma forma que está presente pela graça, em cada criatura que O segue. Escondido aos olhos do mundo, CRISTO verdadeiro DEUS e verdadeiro Homem, está presente no Sacramento da Eucaristia, em Corpo, Sangue, Alma e Divindade.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O poder da Oração

Para o bem de cada crente, Deus concedeu-lhe duas grandes e preciosas bênçãos que devemos usar diariamente: a Sua Palavra e a Oração. Pela Sua Palavra Deus revela-nos, alem de muitas coisas mais, a grandeza da Sua bondade e da Sua misericórdia e a certeza de que estas nunca se esgotarão. Pelo Oração o crente reconhece a sua fraqueza e incapacidade de fazer coisa alguma, até mesmo de dirigir bem a sua própria vida, mas que Deus quer e é poderoso para nos sustentar, proteger e guiar. Como é bom falar com o nosso Pai, dizer-Lhe que O amamos, agradecer-Lhe por todas as Suas dádivas e pelo perdão dos nossos pecados. E acima de tudo implorar-Lhe pela nossa família, nossos vizinhos, Sua Igreja e pelos perdidos. Se queremos realmente um avivamento sejamos homens e mulheres de oração.
Os bem conhecidos homens e mulheres da Bíblia, obtiveram poderosas respostas às suas orações. Temos ultimamente considerado as vidas de Samuel, de sua mãe e de David e ficamos impressionados com as respostas que obtiveram de Deus às suas orações. Elias, Eliseu, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Josias, Daniel e muitos outros, são a prova de que a oração feita por um justo tem grande poder junto de Deus.
O Senhor Jesus, não obstante ser o Filho Unigénito de Deus, que sempre fez a vontade do Pai, Ele nos estimula a orar, com o seu ensino e com o seu exemplo. Ele ia para os montes e passava noites em oração. O Senhor derramou gotas de sangue em oração. Ele disse que era um dever nosso orarmos sempre e nunca desfalecermos. O Senhor disse ainda para que, quando orássemos, não fôssemos como os hipócritas.., que não usássemos de vãs repetições... mas que entrássemos no nosso quarto e fechássemos a porta e nosso Pai nos recompensaria. Paulo também foi um grande homem de oração. E escreveu: "Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos, e por mim" Ef.6:18,19.
Não foi só nos tempos bíblicos que Deus operou, pequenas e grandes coisas, em resposta às orações do Seu povo. Através dos séculos, e até aos nossos dias, Deus continua a honrar aqueles que O honram, aqueles que O provam e só dEle querem depender para a efectivação da Sua obra. Conhecemos irmãos que, confiando somente no Senhor, e sem fazerem apelos diante dos homens, recorrendo apenas à oração, fizeram grandes obras para Deus. Ainda hoje Deus tem levantado centenas de obreiros, que O servem dedicadamente em vários países do mundo, mesmo expondo a própria vida e confiando somente na fidelidade de Deus. Acreditam piamente que foi o Senhor que os chamou e confiam no poder da oração.